
Pare de pensar em tudo
Não falar em nada
E ter medo do diluvio
Pare de se esconder em baixo da mesa.
Na peneira da vida porreta
Passa o sal e sobra sempre poeira
O sol que arde os olhos não é aquele que cega?
Mas sem ele não sobrevivemos
Arrume um óculos escuros
E siga vivendo!
De que vale as preces
Se o mundo está tão enfermo?
Corra que o tempo te engole
Quando olhar para trás
Não te lembrarás
Se é humano, bicho
Ou um imaterial espírito
Não é mole
Se perder no estômago do tempo
Achar que tem o rei na barriga
Quando é só verme e comida
Não é fácil
Viver na busca de algo
Sem saber se gosta de preto
Ou prefere os tons claros
Pare e escute você mesmo
Não os sons estranhos
De uma barriga com fome
Nem os suspiros de quem
Se sente sozinho
Mas a sua voz interna
Projetada pela luz e sombra
Na parede da sua mente-caverna